quinta-feira, 17 de outubro de 2013

[ENTÃO ENFIM]


Há vários sinaizinhos
de que o amor vem,
ou ali está,
ou um dia vai acontecer.

Os meus eu soube estarem ali
porque o meu espírito,
em pouco tempo,
no amor do outro
descansou.

 Não houve noites
sem dormir.
Não houve medo
de doar demais.
 Houve um ritmo
 mais apropriado.
Um bom jazz inspirado.
Com notas graves
e cadência fácil
de digerir.
Fortes de beleza.
 Sustenidos de transição.
Não houve senão.

Só então.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

[DIREITA EXISTÊNCIA TORTA]


Não coube o amor em mim,
cozinhei.
Minha primeira torta,
crescida e fofa
Crocante nas beiradas,
solvente nas entradas.

Não te pude dizer nessas palavras
desse caminho que em mim terminou manso.
Penso,
 olho,
 vejo
e me lanço
no que em mim te faz sempre voltar
pro nosso lar
sorrindo
recontando coisas que já ouvi,
repetindo músicas cujas letras não sei.

Você me dá do velho e do novo
de hoje e amanhã
do antes de mim e do que agora vamos vivendo devagar
sem pressa de o tempo passar,
Querendo que viver no presente
tenha esse sabor quente e solvente

da primeira torta de nossas vidas.

sábado, 5 de outubro de 2013

[GENTILEZA]


Palavra boa, linda leve. Palavra que flui. Só flui na vida o que vem fácil, de dentro, ou do que a gente chama do âmago. Ela apenas se move de dentro pra fora. E recebê-la inspira doá-la. Como doá-la inspira a possibilidade da troca.


Pode vir no silêncio. Pode ser carregada no olhar. As palavras a podem selar. Quem a busca na vida, quer ser mais vivo. O amigo que quer mantê-la é mais amigo. Com ela tudo brilha mais e reverbera melhor. Karma para o bem, para o zen, pra quem tem.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

[OU É VOCÊ, OU O MUNDO É DOCE POR ACASO.]


Depois de ter movido meu mundo do meu quarto, tão cansada estava que dormi andando e babei falando dos planos. Por acaso o sol quente me causou lapsos de memória. E o chão quente calos no pé. Ando desligando as coincidências, entregando pontos. E por entre os pontos, pleitos; por entre os pleitos, pulos; por entre os pulos, panos; por entre os panos, peitos.

Pra você, um lugar no meu sonho.

terça-feira, 24 de setembro de 2013

[SOBRE O CONSCIENTE]


Hoje sonhei que eu estava grávida ,
muito gravidíssima de você.
Mais grávida do que estive em sonhos de outrora.
Essas grávidas que só falam da sua hora.
Da impaciência com a demora.
Eu era dessa grávida que chora,
por causa do filme materno
Que me consta com a minha mãe.

Qualquer lembrança me doía comedidamente
Não me deixava descansar a mente.
Sofri um pouco sem quem se identificasse
Confusa do teu lado, querendo que o parto
fosse logo e nunca
Ansiosa pelo 360 na nossa vida
Que o parto de fato
fosse partir para o ato
deixar a fase de agora
desbravar os novos lugares
ares
dores.

Mas acordei
e aqui continuo a querer

partir.

domingo, 22 de setembro de 2013

[DIAS E DIAS]

Lugares comuns para minhas rimas
Rumos ruins nos meus dias
Rotina que se repete até no som.
Horários para sonhar
Dias para dividir
Tarefas listadas

Na porta da geladeira a me perseguir.

sábado, 21 de setembro de 2013

[CRER PARA VER]

Que medo da minha fé, que medo. Que medo. Que de vê-la existir, não me digam a verdade. Que de sabê-la, eu me deleite em qualquer modo de vida. Que não creiam, ao percebê-la, que cresci. Que tão forte eu me sinta ao senti-la que não me esforce mais nos detalhes básicos do meu ser que preciso endireitar. Que de tê-la, não me incomodem os meus defeitos. Que não a vendo nos olhos alheios, eu não me conecte. Que de viver por ela, eu não me oriente no mundo que na verdade é mais pitoresco que lindo. Mais injusto que liberalista. Mais dos que mais têm do que dos que se importam. Uma pausa, minha fé. Para o meu café.